05 maio 2008

Cochilo

Li certa vez em um livro que, dependendo do horário em que a pessoa nasce, existem, durante o dia certos horários ou melhor, partes do dia (que se não me falha a memória tinham a duração aproximada de duas horas cada) que podem deixá-la mais ou menos ativa ou favorecer esta ou aquela atividade específica. A explicação do livro pareceu-me complicada demais e como nem mesmo lembro seu nome, deixarei as explicações técnicas de lado. Mas um fato é certo, comigo acontece alguma coisa parecida. Existem horários do meu dia em que simplesmente eu deveria estar em casa dormindo ao invés de trabalhando e tentando me manter acordada. Parece que simplesmente meu nível de energia desce lá no pé. Um desses horários é depois do almoço. Sei que compartilho desta mesma situação com muitas e muitas pessoas e tenho certeza que certos estão os espanhóis em fazerem a siesta* todas as tardes. Hoje mesmo eu almocei e fui tentar ler um texto para a faculdade. Nada feito, quase dormi em cima da mesa. Para minha sorte, depois de uma hora de sonolência aguda voltei ao normal. Outro horário duro de encarar é lá pelas oito da noite. Se estiver na faculdade até que agüento bem (a não ser que o professor tenha aquela voz de cantiga de ninar) mas se estiver em casa, a situação complica. Quantas e quantas vezes eu resolvi descansar um pouco no sofá acordei às 10 da noite? Mas se eu conseguir me manter desperta neste horário, lá pelas nove aquela moleza já foi embora.

Agora um fato curioso é o seguinte: não consigo dormir até mais tarde. Mesmo que eu vá a uma festa e chegue em casa de madrugada dificilmente continuarei dormindo após as 9 da manhã. Mesmo quando era criança e podia dormir até tarde isso não acontecia. Seis horas da madrugada eu já estava de pé. Hoje não é tão fácil acordar tão cedo, mas mesmo assim não sofro para levantar às 6 (às vezes até antes) como tantas outras pessoas que conheço. Durante a manhã sinto-me muito mais disposta e por isso mesmo tento fazer a maioria das coisas durante este período. Acho que o livro devia ter um pouquinho de razão. Só não sei se os períodos em que me sinto mais ou menos disposta têm a ver com o horário em que nasci ou então com os hábitos que tive desde pequena. Mas de uma coisa eu tenho certeza, deveríamos instituir também aqui no Brasil nossa siesta.

Flickr Galeria de jose_miguel

*certo estava meu avô. Depois de aposentado continuou trabalhando como zelador em um prédio só que ele é que determinava a hora em que ia trabalhar. Lembro que ele vinha almoçar às 11:30 e ao meio dia ia tirar um cochilo. Depois de um pequeno cochilo de 2 horas e meia ele voltava ao trabalho totalmente disposto.

4 comentários:

Felipe disse...

Meus horários de sonolência são diferentes dos teus, e dormir até tarde nunca foi um problema pra mim, mas acordar mais cedo é sempre uma luta com o despertador, salvo raras exceções como hoje, que acordei às 5:00h sem nenhum esforço.

Existe até uma palavra para definir meu gosto pela noite e não pelas manhãs: noctívago.

E claro que também sou a favor da adoção da siesta no Brasil.

Bjos e um ótimo dia pra ti.

Camila disse...

Eu sou a favor da regulamentação de uma lei que permitisse aos funcionários dormir pelo menos meia horinha após o almoço. Os chefes sabem muito bem que a produtividade chega a 0 nesse horário. Enquanto não aprovam essa lei, a gente dá um jeito e dorme no ônibus mesmo...

Anônimo disse...

Depois do almoço é um horário cruel pra todo mundo. Eu tenho problemas com a hora logo após o expediente também, das 17:30 ás 19:00.. Resultado, dormir no ônibus. E não tem essa de o ônibus ter que estar vazio, ou coisa do tipo não. Eu durmo até em pé. Acho que meu caso é clínico. Não é simplesmente sono, é apagão total. Já tive vários problemas de dormir em reuniões importantes, e coisas do tipo. Eu achei teu post agora justamente pq tava dormindo no pc aqui na frente do meu chefe. Resolvi fazer uma pesquisa sobre o tema pra despertar um pouco.

Kátia disse...

Tomara que seu chefe não se importe com pequenos cochilos e navegadas na Internet.