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16 setembro 2010

Destino: Buenos Aires - Dia 5: Muito frio, Parque de La Costa e passeio de catamarã

Seguíamos nosso ritual diário de conferir a sensação térmica:



E nem sempre tínhamos boas notícias (menos 0,4! já que era pra sentir frio, podia ao menos nevar)

Esse foi o dia mais volta-à-infância de toda a viagem. Nosso passeio de hoje? Parque de la Costa.

Para chegar até lá fomos de subte até a Estación de Trenes Retiro (uma belíssima estação, por sinal) e de lá pegamos um tren até Mitre. Na estación Mitre basta atravessar uma passarela para chegar até a estación Maipú, ponto de partida do Tren de la Costa.

Gastamos cerca de uma hora entre um trem e outro. Em Retiro pode-se comprar o bilhete de trem no guichê ou então direto numa máquina se você tiver moedas (e nós tínhamos muitas), o que te livra das filas. E foi em Retiro mesmo que quase pegamos o trem errado. O painel indicava a plataforma tal e na plataforma tal havia um trem parado, logo, concluímos, deve ser esse. Só esquecemos de conferir o horário e se não fosse um senhor que vendia café dentro do trem nos avisar do engano, sabe-se lá onde teríamos parado.

Apesar do frio a viagem de Retiro até Mitre foi muito agradável. O trem estava vazio e volta e meia passava algum ambulante vendendo algo.

Estación de Trenes Retiro


Estación de Trenes Retiro
Já em Maipú compramos os bilhetes e embarcamos no Tren de la Costa. Esse é um trem turístico inaugurado em 1995 e que percorre uma distância de 15,5 km atravessando bairros residenciais em um trajeto paralelo ao Rio de la Plata. Desde Maipú até Delta são onze estações e um bilhete dá direito a subir e descer do trem em qualquer uma das estações, quantas vezes quiser. Segundo relato de outras pessoas que já fizeram este passeio vale a pena descer na estacão de San Isidro (possui vários restaurantes e cafés, sorveteria Fredo e, se não me engano, tem até um cinema) e na estação Barrancas (essa tem feirinha aos finais de semana).





A única coisa ruim do Tren de la Costa é que tivemos que ir de pé pois o trem estava lotado. Mas mesmo assim valeu a pena principalmente porque passamos pertinho do Rio de la Plata.

Rio de la Plata - se não soubesse pensaria que é o mar, cadê a outra margem?
Chegando à estação Delta há duas opções, o parque de diversões ou o cassino.


Escolhemos o parque.





O Parque de la Costa não é "O" parque de diversões mas o passeio vale a pena. Tem brinquedos para todas as idades, tem alguns shows (foi aí que eu descobri que Cenicienta é a Cinderela), tem daquelas atrações que as pessoas fazem o trajeto a pé (com nomes sugestivos como "Mina Abandonada" e "El Infierno"), tem roda gigante, tem algodão doce e tem uma montanha-russa chamada de "El Desafio". Antes eu tinha dúvidas se ir numa dessas montanhas-russas que te jogam pra cima e pra baixo seria uma coisa boa ou ruim. Agora eu tenho certeza de que nunca mais vou.

"Montaña rusa invertida. Tiene um recorrido de 600 mts, con 5 vueltas invertidas, logrando una velocidad máxima de 80 km/h y 36 mts de altura." - por que eu não li isso antes de ir?






Mas um dos brinquedos que eu mais gostei foi o Bote en el Nilo, uma espécie de carrinho de bate-bate só que na água. Tudo bem que eu saí de lá com minha calça molhada, mas foi legal.



Ainda dentro do parque é possível sair para um passeio de catamarã pelo rio Tigre. Esse passeio é pago à parte e dura meia hora. Sinceramente eu não estava com muita vontade de fazer por causa do frio, mas quem tá na chuva...

Recomendo muitíssimo. Mesmo fora do parque, na margem do rio, há outros barcos que oferecem o mesmo serviço e com um tempo maior de duração. A ida até Tigre ainda valerá a pena mesmo se for só pra passear de catamarã.

Nas duas margens do rio há inúmeras casas de veraneio, uma mais bonita que a outra, com garagem de barco e pier particular. Um luxo.

Catamarã

Muito frio!











Devia ser umas quatro horas da tarde quando voltamos do passeio pelo rio. Fomos em outra montanha-russa - desta vez uma de criança - e demos mais uma volta pelo parque. No inverno o parque fecha às seis da tarde e aproveitamos para pegar o trem de volta antes que ficasse muito lotado.

Voltamos para Maipú, pegamos o trem em Mitre com direção à Retiro. Desta vez havia um homem vendendo luvas no trem (dez pesos cada se não me engano). Os rapazes não resistiram ao frio e cada um comprou um par.


Muitos subtes tem assentos estofados.


Felizes e cansados chegamos em Retiro e pegamos o subte até a estação Carlos Gardel onde fica o Shopping Abasto. Jantamos Mc Donalds (mais barato que no Brasil) e fomos para casa assistir um pouco de tv e tentar entender os Simpsons falando em castelhano. Sabiam que em espanhol o Homer se chama Homero?

Mais informações sobre o Tren de la Costa aqui e aqui.


Dica preciosa: pergunte aonde o trem vai antes de embarcar.


E o melhor e o pior do dia vai para:

Thumbs up O passeio de catamarã - mesmo no frio vale a pena

Angry  A El Desafio - descobri que não sirvo para esse tipo de coisa.

06 setembro 2010

Destino: Buenos Aires - Dia 4 (parte B) : Jardín Japonês, sorvete e Barbie Store

A ideia, ao deixarmos o Jardín Botânico, era achar algum restaurante alí por perto. Pegamos uma das ruas próximas e fomos andando, andando, andando até que, quando nos demos conta, estávamos em pleno Palermo Viejo, o bairro dos moderninhos. Como a agitação por lá acontece à noite, o que encontramos foi um bairro de ruas calmas que estava ainda acordando (era pouco mais de meio-dia, hora que muitos ainda estão tomando o desayuno). Em algumas esquinas do bairro concentram-se restaurantes e bares e ao longo de algumas ruas namoramos vitrines de lojas moderninhas-cult-alternativas que definitivamente não eram para nossos bolsos. Já havíamos caminhado por uma hora quando, em uma esquina próxima à área dos outlets, encontramos um restaurante que parecia oferecer um bom custo-benefício. Infelizmente não gravei o nome do restaurante nem a localização exata. O restaurante era simples, não muito grande. 



Mais do que fome, tivemos que ter paciência, muita paciência. Lá dentro tudo acontecia em um ritmo mais lento. Vimos algumas pessoas (entre elas brasileiros) entrando, sentando, esperando um pouco e desistindo. Como não tínhamos pressa nos divertimos vendo quantas vezes a garçonete que estava atendendo nossa mesa simplesmente esquecia de nós. Daí era só olharmos bem fixamente para ela lembrar do que tínhamos pedido e vir correndo nos atender. Não sei o que ela fazia mas tinha horas que simplesmente sumia do restaurante.

Ainda bem que serviram alguns pãezinhos com patê para enganarmos a fome mas acho que a espera valeu a pena:

Esse prato imenso custou 45 pesos


Esse aí de cima era o prato para uma pessoa. Ainda bem que pedimos somente dois pratos para dividirmos em três. Esse é o famoso bife de chorizo. Na parte superior do prato temos anéis de cebola, batatas fritas, ovos fritos, presunto, ervilhas e pimentões. Definitivamente minha nutricionista não pode ver essa foto. Comendo desse jeito a gente imagina que vai engordar um monte, mas felizmente isso não aconteceu pois lá em BsAs também anda-se muito.

Saímos do restaurante por volta das três e meia à procura de um ônibus que nos levasse de volta à Plaza Itália e foi aí que descobrimos que existe um guia de ônibus que é vendido nas bancas de jornais por nove pesos. Eu diria que é bem prático principalmente para aqueles que ficarão vários dias na cidade e que querem economizar tempo e principalmente dinheiro optando por fazer os deslocamentos de ônibus. Além das linhas de ônibus o guia tem também um mapa com as linhas do metrô (os subtes) e dos trens (lá chamados de trenes).

Vou aproveitar para fazer um comentário sobre o transporte público de lá. Muitos que já foram para BsAS comentam que o melhor mesmo é optar pelos táxis cujos preços são bem mais baixos que os do Brasil. Usamos táxi duas vezes e realmente vale a pena. Mas por que não tentar os outros meios de transporte (fugindo, é claro, da hora do rush)? As tarifas tanto dos colectivos, quanto do subte e dos trenes são absurdamente menores que as daqui, isso porque são subsidiadas pelo governo. Pode-se imaginar que com o baixo valor talvez a qualidade do serviço seja inferior, mas não foi isso que vimos. Para todos os lugares que fomos havia ao menos uma linha do subte passando por perto, e quando não, com certeza haveria alguma linha de colectivo cobrindo aquela região. Mas o que me deixou impressionada foi que não esperamos mais de quatro ou cinco minutos pelo metrô e nunca, não importando o dia ou a hora, mais de dez minutos pelo ônibus. 

Enfim, conseguimos achar um colectivo que nos deixou perto da nossa próxima parada, o Jardín Japonês.

A colônia japonesa da cidade o projetou em 1967 para agradecer o acolhimento recebido. Dez anos depois, ima paisagista o redesenhou inspirando-se nos jardins zen, que antecedem os templos no Japão. Há 350 espécies  de plantas nativas japonesas (bonsais, inclusive), carpários, lagos, pontes e recantos para meditação. (Guia O melhor de Buenos Aires - Editora Abril)

Paga-se para entrar, se não me engano foram 8 pesos por pessoa, mas achei justo. O lugar é muito bem cuidado. Tem de tudo que se pode esperar de um jardim: plantas, lago, ponte de madeira, pequenas quedas d'água, passarinhos, peixes. Tem também um restaurante, uma lojinha de lembranças e uma sala com espaço para esposições que fica dentro de uma espécie de centro cultural, que, creio, seja usado para ministrar os cursos que são oferecidos por lá. Só acho que a parte da meditação fica de fora pois o movimento de pessoas estava grande nesse dia.

















Saindo do Jardín Japonês atravessamos as 12 (!) pistas da Avenida Del Libertador e fomos, apesar do frio, tomar um sorvete na Un Altra Volta.

Avenida Del Libertador
Essa casquinha chama-se "cucurucho" e, mesmo sendo a menor opção, vem MUITO sorvete!
 E para terminar bem o dia que havia começado meio torto fui visitar a Barbie Store, porque afinal de contas eu também sou menina.

E a Barbie Store não vende...Barbies! Mas tem loja de roupas (quase todas cor-de-rosa), salão de beleza  para as meninas (quase tudo é cor-de-rosa), café da Barbie (onde até os doces são cor-de-rosa) e um salão de festas (onde provavelmente  tudo deve ser cor-de-rosa)


Seria esse o Fusca da Barbie?


E o melhor e o pior do dia vai para


Thumbs up  Jardín Botânico e Jardín Japonês

Angry  O colectivo para o Temaiken

04 setembro 2010

Destino: Buenos Aires - Dia 4 (parte A) : passeio cancelado, Jardín Botânico e gatos, muitos gatos

(Este post ficou bem extenso. Para facilitar a leitura resolvi dividí-lo em duas partes - A e B. Aqui vai a parte A.)


 Como fiquei desde o começo do ano pesquisando, lendo e pensando nesta viagem eu já tinha em mente alguns lugares que  gostaria de visitar, além daqueles óbvios do tipo Obelisco e Casa Rosada. Um deles era o Temaiken, uma mistura de zoológico e parque ecológico, que fica fora de Buenos Aires. Para chegar até lá a linha de ônibus indicada é a do  semirrápido 60 que parte da Plaza Itália e deixa os visitantes na entrada do parque. Neste quarto dia de viagem saímos  cedo do apartamento, pegamos o metrô e chegamos até a praça. O problema é que não tínhamos moedas, item de primeira  necessidade no quesito transporte coletivo.


El colectivo






 Explico: os colectivos (como são chamados os ônibus em BsAs) não têm cobrador e nem catracas, somente motorista. Quem  cobra a passagem é uma máquina de moedas posicionada logo após o assento do motorista. E sendo uma máquina de moedas  ela só aceita, moedas! Descobrimos isso em nosso segundo dia quando tentamos pegar um ônibus e pagar com cédulas ao  que o motorista apenas repetia “monedas, monedas!” Funciona assim, você entra no colectivo, diz para o motorista o  cruzamento mais próximo do lugar em que quer desembarcar e quantas pessoas são (no nosso caso a frase decorada para


 voltar para o apartamento era “três hasta pena” ou “três pueyrredon com pena"). Ele então aperta uma maquininha que  fica no painel do colectivo e imediatamente o valor da viagem aparece no visor da maquina de moedas. Daí é só ir  colocando as moedas até alcançar o valor cobrado (o mesmo principio das máquinas de refrigerante). É devolvido troco  quando necessário e sai até um minirrecibo.



 Trocamos algumas moedas na bilheteria do metrô mas precisávamos de mais pois não sabíamos o valor exato da passagem.  Tentamos então uma banca de revistas e um kiosco, sem sucesso: eles não trocaram nem um peso sequer e nos indicaram o  banco. Fomos então até a agência do Banco de La Nación que fica próximo à Plaza Itália.



Plaza Itália e lá atrás a agência do Banco de La Nación Argentina





 O Banco de La Nación merece um parêntese: sem caixas eletrônicos ou terminais de autosserviço, nesta agência que fui  só havia um caixa eletrônico na entrada. Também não havia detectores de metal e nem aquela irritante porta giratória  que te faz tirar quase toda a roupa. Como alerta, somente um recado grudado na parede “Desligue o celular”.  Inacreditavelmente em um canto, ao lado da porta de entrada, havia uma barraquinha onde uma mulher vendia água,  biscoito, chocolates e balas. Um camelô dentro da agência! As pessoas que trabalham no banco ficam atrás de longo balcão  de madeira e existe uma fila somente para a troca de moedas. Você entrega uma cédula de 20 pesos e recebe em troca um  saquinho já preparado com moedas de 1 peso. Estava explicado porque ninguém fora do banco trocava moedas.





 Saindo do banco fomos procurar o ponto da linha 60. Depois de contornar toda a praça e entrar no ônibus errado (era 60  mas fazia outro trajeto, vai entender), achamos o ponto final, compramos os bilhetes (AR$ 6,50 por pessoa ida e volta)  e ficamos esperando o motorista aparecer. Quando entramos no ônibus eu tive uma leve desconfiança de que aquilo não ia  dar certo. Como este ônibus vai além dos limites de BsAs o veículo era um daqueles usados em viagens intermunicipais  (os chamados “ônibus de viagem”) mas na minha modesta opinião aquilo não deveria transitar nem dentro da cidade. Por  fora as laterais e as janelas eram todas cobertas com propagandas o que fazia com que o interior do ônibus, além de  ser sujo e abafado, ficasse escuro também. As poltronas eram todas velhas e gastas e alguns assentos estavam  quebrados. Um dos membros da nossa viagem,  que já não passa bem em viagens de ônibus, provavelmente não iria sobreviver às quase duas horas que separavam o  centro de BsAs do Temaiken. Enquanto decidíamos se continuávamos ou não, o ônibus se afastava do centro da cidade e,  antes que ficássemos no meio da estrada decidimos descer. Não seria dessa vez que conheceríamos o bioparque.





 Voltando para a Plaza Itália decidimos fazer um passeio mais ameno: o Jardín Botânico.



São cinco mil espécies de plantas dos cinco continentes, agrupadas pelo local de origem em um terreno de 87 mil metros quadrados. Inaugurado em 1898, foi idealizado e desenhado pelo paisagistas francês Charles Thays. Há três estilos no jardim: o simétrico (de inspiração francesa), o paisagista (com estilo inglês) e o misto. Também há uma seção com a flora argentina, exibindo espécies típicas de cada província. Tem ainda jardim romano, escola de jardinagem e museu botânico. As incontáveis esculturas são de autoria de artistas locais. (Guia O Melhor de Buenos Aires - Editora Abril)




Algumas partes do local estavam em reforma com a construção de novos caminhos entre os canteiros, mas isso não tirou a beleza do lugar. Quando se está lá dentro nem parece que estamos cercados de prédios e ruas movimentadas tamanha a tranquilidade do lugar. As poucas pessoas que se animaram a dar uma caminhada naquela manhã gelada tentavam se aquecer um pouco descansando sob o sol, sentadas nos bancos espalhados pelo jardim. 

Além dos canteiros e estufas com plantas das mais diferentes espécies, também enfeitam o local inúmeras estátuas. Algumas delas são reproduções de obras famosas.





Outra coisa que não falta por lá são gatos. Eu nunca havia visto tantos gatos em um só local. E eles são abusados. Basta você sentar em um dos bancos para que um apareça, vá ganhando sua confiança até se instalar no seu colo. 


Já era meio-dia quando deixamos o Jardín Botânico e fomos procurar um restaurante.


continua no próximo post 

18 agosto 2010

Dia 3 - Destino: Buenos Aires - Medialunas, Casa Rosada e Galerias Pacífico


Para começar bem o dia e espantar o frio resolvemos tomar nosso café da manhã - o desayuno - no Frattempo - um restaurante-pizzaria que fica a meia quadra de distância de onde estávamos hospedados. 

Para quem for ficar na região da Pueyrredon, eu recomendo. A comida é muito boa e o atendimento também. Aproveitamos e pedimos uma das promoções de desayuno que estava estampada na porta: uma xícara de café com leite + um copo pequeno de suco de  laranja + três medialunas; tudo isso por 10 pesos (R$ 5,00). Se tem uma coisa que não se pode deixar de provar é a  medialuna, pode ser com ou sem recheio, não importa, coma quantas puder. A medialuna lembra um croissant só que é  deliciosamente doce e pode ser servida com ou sem recheio, fria ou tostada. Eu comi sem recheio, fria e também tostada  com recheio de queijo e presunto. Além do café-com-leite, do suco e das medialunas o garçon também nos trouxe um  pratinho com mini-churros açucarados. Uma delícia!



Saindo do restaurante aproveitamos para conhecer um pouco mais o bairro e fomos a pé até a El Ateneo Grand Splendid. Esta livraria está localizada onde antes era um velho cinema. O prédio foi reformado e hoje, se não me engano, ela é a segunda mais famosa livraria do mundo. Eu já considerava a Livraria Cultura do Conjunto Nacional uma coisa fora de série mas a El Ateneo roubou meu coração.


 Como estava ficando cada vez mais frio decidimos comprar mais blusas e fomos para o centro. Antes das compras, porém  tentamos visitar o prédio dos correios – uma construção gigantesca que ocupa uma quadra inteira – mas estava em  reforma. Então fomos andando até alcançar a Casa Rosada mas, como só abre para visitação nos fins de semana, ficamos  devendo uma visita para a dona Cristina. Seguimos pela Plaza de Mayo e chegamos até a Catedral Metropolitana. 

Casa Rosada

Plaza de Mayo

La Catedral Metropolitana

Dentro da Catedral
Saindo da Catedral rumamos para a famosa Calle Florida que se espalha por dez quarteirões exclusivos para pedestres. A Florida é uma das ruas comerciais mais movimentadas de Buenos Aires. Pense em uma rua do centro de São Paulo ou Rio de Janeiro e imagine a confusão: quiosques, ambulantes, apresentações de música, vendedores de show de tango e principalmente, muitos, mas muitos brasileiros. Para vocês terem uma ideia, até uma das moças que estava anunciando um show de tango era brasileira.

Saímos da confusão da Florida e caímos na aglomeração da Galerías Pacífico. Ela é chamada de galeria mas lembra muito mais um shopping com lojas de marcas famosas e praça de alimentação. Como já era tarde resolvemos almoçar por lá. Péssima idéia. Escolhemos um restaurante que servia basicamente carne - diversos tipos de corte - e, apesar da carne ser bem macia, a quantidade não satisfez e o preço era salgado.
Ainda na Galerias Pacífico fica o Centro Cultural Borges onde são realizadas exposições de fotografia, escultura e pintura bem como apresentações teatrais para adultos e crianças.

Como os preços não estavam muito convidativos fomos até as Lojas Falabella, uma espécie de loja de departamentos bem famosa por lá. Na própria Calle Florida há três filiais da loja, uma de produtos femininos, outra de produtos masculinos e a terceira somente com artigos de decoração. Arrematamos duas blusas de frio para os rapazes e como já passava das oito da noite pegamos o metrô e voltamos para o apartamento. 

Dica preciosa: Se você não quer tumulto e principalmente, não quer encontrar um monte de brasileiros fuja de lugares como a Calle Florida. Agora, se você curte uma muvuca, aquele é o lugar certo.

E o melhor e o pior do dia vai para...

Thumbs up  As medialunas da Frattempo.

Angry  O almoço nas Galerias Pacífico.