05 agosto 2007

Rascunho


"O jornal literário Rascunho foi criado em Curitiba, em abril de 2000, pelo seu editor, o jornalista Rogério Pereira. Nacionalmente reconhecido pela qualidade de seu conteúdo e pelas polêmicas que fomenta entre escritores, críticos literários e consumidores de literatura, o jornal é distribuído para todo o Brasil, alcançando aproximadamente 12 mil leitores
No Rascunho, cerca de 200 colaboradores de várias regiões do país e do exterior já publicaram resenhas, entrevistas, ensaios, artigos, contos ou poemas. Entre seus colunistas fixos, estão autores como Nelson de Oliveira, Fernando Monteiro e José Castello. Vários outros já lançaram trabalhos inéditos no Rascunho – entre eles, Dalton Trevisan, Affonso Romano de Sant’Anna, Luiz Vilela, Lygia Fagundes Telles, Luiz Ruffato, Ivan Junqueira e Miguel Sanches Neto. O veículo tem 32 páginas, divididas em quatro cadernos, e é publicado em edições mensais."




Para aqueles que têm interesse em conhecer o Rascunho, ele é distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná.


O jornal literário Rascunho com o apoio do Sesi Paraná e da Fundação Cultural de Curitiba organiza e promove o projeto Paiol Literário. A idéia do projeto é trazer todo mês um autor brasileiro para um bate-papo com o público. Os encontros acontecem, é claro, no Teatro Paiol, em Curitiba. A programação para este segundo semestre já está disponível no site do Rascunho. Dentre os muitos nomes que farão parte do projeto, o mais esperado, para mim, é o escritor Luiz Vilela que estará no Paiol no dia 06 de novembro. Os encontros começam sempre às 20:00 e a entrada é gratuita.

Greenpeace


"Quando a última àrvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não
se come."

03 agosto 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix


Continuando minha saga pelas salas de cinema finalmente pude assistir Harry Potter e a Ordem da Fênix. A história dispensa apresentações. Quem não sabe quem é Harry Potter? Deixemos uma coisa bem clara: meus ouvidos se fecham para qualquer manifestação contrária tanto ao filme quanto aos livros porque eu simplesmente adoro o Harry tanto que uma das minhas mais recentes aquisições foi uma edição especial com os 4 DVDs dos filmes do Harry Potter. E também não me perguntem por quê. Eu simplesmente adoro a história e sou bem feliz assim. Não lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar sobre o menino bruxo que sobreviveu mas lembro que A Pedra Filosofal já fazia sucesso. Na verdade vi os dois primeiros filmes para depois começar a ler os livros. Acho que os anos vão passar e eu vou continuar lendo e viajando com as histórias. Tá, tudo bem, eu sempre tive uma queda pelo "mundo mágico", digamos assim e ler todas aquelas histórias faz com que eu realize mentalmente muitos sonhos de infância. Bom, acho que já deu pra saber minha opinião sobre o filme. Pra quem for assistir, bom divertimento.

24 julho 2007

A menina que roubava livros


Antigamente, quando eu tinha mais tempo e não era tão exigente (ou nada exigente), eu lia muito, muito mesmo. Infelizmente o trabalho, a faculdade, a internet, entre outros, foram fazendo com que eu lesse menos. Não sei dizer se isso é de todo ruim pois, tendo menos tempo para ler eu acabo lendo melhor, dando mais valor à história que está passando na frente dos meu olhos, traduzida na forma de palavras. Foi assim com O caçador de pipas, tinha que lê-lo por obrigação mas não foi sacrifício nenhum acompanhar a vida daqueles dois meninos nas ruas de Cabul. A história é tocante e isso virou, de certa forma, um pré requisito para mim. Só quero ler livros que me transmitam um significado maior, que ultrapasse as barreiras das suas páginas. Achei que levaria algum tempo até encontrar um livro que me emocionasse como O caçador de pipas até que li A menina que roubava livros. A história é verdadeira, nada de contos de fada, nada de reviravoltas mirabolantes, é simplesmente uma ótima história que consegue cativar quem a lê. Se olharmos a história de Liesel, a corajosa menina alemã, como um todo, veremos que ela não é nem um pouco feliz, na verdade é trágica mas é isso que a faz especial. Numa Alemanha dominada pelo nazismo onde todos temem o dia de amanhã, a menina se permite viver. Liesel mostra o que todos nós estamos cansados de saber: viva o dia do hoje, ele pode ser bom, ser ruim mas é o dia de hoje e tudo o que você vai carregar dele são suas lembranças, o cheiro de tinta misturado com cigarro e o som de um acordeon.

20 julho 2007

Passeios - Bosque Alemão




Oratório de Bach - réplica de uma igreja presbiteriana de estilo neogótico que existiu no bairro do Seminário- que abriga uma sala de concertos.



Interior do Oratório - sala de concertos.



Caminho dos Contos - uma trilha no interior do bosque que conduz o visitante à outra extremidade no ponto mais baixo do terreno.






No meio do percurso, que conta a história de "João e Maria" dos irmãos Grimm através de painéis de azulejo, situa-se uma biblioteca denominada Casa da Bruxa (ou Casa de Contos), que é um espaço reservado para desenvolver o interesse pela leitura no público infantil. Diariamente, dezenas de crianças visitam o espaço e participam da "Hora do Conto", onde bruxas e fadas fazem uma leitura teatralizada de contos infantis.




A Bruxa em sua intimidade.





O Gato da Bruxa




Ao final da trilha, chega-se ao pórtico que reconstitui o frontão da Casa Milla que, construída no início do século na Rua Barão do Serro Azul, representa um dos principais exemplares da arquitetura da imigração alemã. A varanda utilizada na réplica é a original.



A paisagem.

Fotos: by warghost.

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/Servicos/MeioAmbiente/areas_verdes/parques_bosques/bosque_alemao.htm

19 julho 2007

Maratona de filmes

Julho, frio, férias escolares e um monte de filme lançado quase ao mesmo tempo. Vejamos, SE eu não trabalhasse o dia todo, SE o cinema não fosse tão caro e SE as salas de cinema não estivessem tão cheias acho que minha vida seria um pouquinho mais fácil. Enfim, apesar de todos os obstáculos, consegui bater ponto em alguns dos principais lançamentos:




Homem-aranha 3 - também pode ser chamado de "O dia em que o Peter Parker assumiu seu lado EMO".








Piratas do Caribe - No Fim do Mundo - Tá certo que o Orlando Bloom é bonito mas eu escolheria o Capitão Jack Sparrow (suspiros).










Shrek Terceiro - Dispensa comentários. Quem imaginou que um Ogro poderia ser tão, tão, tão Ogro e divertido?






O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado - Um surfista ET que quer destruir a Terra. Sem preconceitos pessoal! Não tiveram infância?


Ufa! E não acaba aqui. Domingo que vem tem mais.

03 julho 2007

War of the Worlds


Como estou de férias da faculdade, ontem à noite resolvi assistir a um filme. Minhas opções : X – Men 3, Super Man ou Guerra dos Mundos. Eu jáhavia assistido aos dois primeiros (filmes de super-heróis para quem tem filho são programas certos. O próximo da lista será O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado) então restou Guerra dos Mundos (War of the Worlds –EUA 2005). Devo confessar que nunca tinha ouvido falar desse filme, ou se ouvi, não lembro.
O filme é dirigido por Steven Spielberg e tem Tom Cruise no papel principal. Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.
Tá bom, eu confesso, fiquei com medo. Mas também, só de imaginar uma máquina daquelas indo atrás de você para te pulverizar com um laser, quem não ficaria? Pensando bem, se fosse para ficar depois perambulando sem rumo, sem comida, sozinha e correndo o risco de ser atacada por um louco qualquer, acho que eu preferiria ser pulverizada. O laser era tão potente que em um segundo não existia mais nada. Uma das piores partes é quando o pai e os dois filhos estão tentando chegar até Boston de carro. Detalhe: o carro em que eles estão é o único que funciona pois os tais alienígenas conseguiram fazer com que tudo parasse. Quando as pessoas que estão tentando fugir a pé, todas já perturbadas com tudo o que está acontecendo, veêm o carro, partem para cima deles e eles são arrancados à força, quer dizer, menos a Rachel, a filha, que parece estar com o traseiro pregado no banco e não pula para fora do carro. Aliás lembrando dela, ô menininha que grita! Tudo bem que a situação não era das melhores mas será que precisava gritar tanto?
Mas o que chamou minha atenção para esta história foi o que eu descobri hoje de manhã consultando o Oráculo. Este filme é uma adaptação do livro A Guerra dos Mundos escrito por Herbert George Wells. Esta história também foi usada por Orson Welles em seu programa de rádio. Às oito horas da noite de dia das bruxas, em 30 de outubro de 1938, Orson Welles começou a transmitir uma dramatização de "A Guerra dos Mundos" de H.G. Wells pela estação de rádio CBS. Por uma hora, ingênuos trechos de música seriam interrompidos por flashes realísticos de radialistas cada vez mais desesperados à medida que iam descobrindo e relatando que explosões em Marte e meteoritos caindo na Terra eram na verdade uma invasão alienígena em pleno curso capaz de vaporizar nossas melhores defesas com 'raios de calor'. Sete mil homens marcharam contra uma única máquina de guerra marciana, pouco mais de uma centena de sobreviventes sobraram na trágica batalha em Grovers Mill, Nova Jérsei. O nosso mundo estava sendo aniquilado, e essa era a travessura de Halloween de Welles.
E o que esta travessura causou? Milhares de pessoas que sintonizaram um pouco depois do início do programa não ficaram sabendo que tudo não passava de dramatização e entraram e desespero acreditando que realmente a terra estava sendo atacada por marcianos. Eram pessoas fugindo para lugar nenhum, lotando as estradas ou então se escondendo em celeiros. Algumas mais corajosas pegavam em armas e saíam à caça dos marcianos. Às nove horas o programa terminava e Welles confortava o público assegurando que o mundo não havia acabado e que tudo havia sido uma brincadeira de Halloween. "... Nós não podíamos ensaboar suas janelas e roubar os portões de seus jardins até o amanhecer ... então fizemos o melhor que podíamos. Aniquilamos o mundo frente a seus ouvidos ...". Quem acreditou na brincadeira ficou indignado e houve pressão para que Welles fosse punido.
Será que hoje também agiríamos da mesma forma? Naquela época o meio de comunicação mais difundido era o rádio e não existia transmissão via satélite nem internet. As pessoas desavisadas ouviam uma parte da história e saíam gritando para os vizinhos que a Terra estava sendo invadida. Eles acreditavam, talvez porque não existisse a Rede Globo (só para citar a principal) e seus BBB’s para nos mostrar que tudo pode ser manipulado e nem o Fotoshop para nos provar que nem tudo que você vê é verdade. Embora hoje pareça ser mais difícil cair numa esparrela dessas, pelo número de informação a que temos acesso, duvido que se você ouvisse o William Bonner anunciando no Jornal Nacional que a terra está sendo invadida você não estocaria o máximo de comida que pudesse e faria barricadas em frente à sua casa.

18 junho 2007

Festa Junina


Se tem uma coisa que eu nunca deixarei de gostar é de Festa Junina. Desde que me conheço por gente esta sempre foi a minha festa predileta. Lembro que na escola todo ano tinha ensaio para a quadrilha e eu sempre estava lá. O problema era conseguir um par, sim porque quando os meninos ainda estavam lá entre os seus seis a oito anos participavam numa boa dos ensaios, mas quando chegavam lá nos nove ou dez anos os "homenzinhos" achavam que já eram grandes o suficiente para se submeterem a esse tipo de coisa. Tirando esse pequeno problema da busca pelo par perfeito, o resto era só festa. Parecia que os ensaios para o grande dia duravam meses e meses (claro que na minha percepção de criança, onde tudo vai passando mais preguiçosamente).
O meu vestido a minha mãe é que se encarregava de fazer.Ter mãe costureira às vezes é um problema porque eu queria mesmo era comprar um vestido (não que os vestidos feitos pela minha mãe não fivassem bonitos) mas ela nunca concordava. Como o mês de Junho é um mês de frio e eu sofria de bronquite o meu vestido era de flanela para que eu não passasse frio e não ficasse doente. Sabe aqueles chapéus de palha cheios de rendinhas e fitas e que têm até trancinha postiça? Pois é, nunca usei um daqueles. Minha mãe achava que ficava mais bonito se eu fizesse as tranças no meu próprio cabelo (que era bem comprido) e colocasse uma fita ou uma flor para enfeitá-lo e assim eu nunca tive a oportunidade de usar o tal chapéu.
Outra coisa que tinha era a venda de votos e a arrecadação de prendas. Levar prendas para a escola significava esvaziar a despensa da sua casa e torcer para sua mãe não perceber. A venda de votos era a parte menos divertida pois teoricamente você teria que pegar um bloquinho com uns cinquenta votos e sair de porta em porta fazendo um olhar de cachorro que caiu da mudança para amolecer o coração dos seus vizinhos e convencê-los a comprar um voto seu. Eu, é claro, nunca fiz isso (se eu fosse sobreviver como vendedora, morreria de fome). Os meus maiores compradores eram meu avô, que sempre comprava alguns votos pra me ajudar, e meu pai, que era quem arcava com o prejuízo quase todo. Lembro que quando estava no pré o menino e a menina que vendessem mais votos seriam o noivo e a noiva e qual é a menina de seis anos de idade que não gostaria de vestir um vestido de noiva todo esvoaçante? Entre os meninos logo apareceu um (por sinal meu amigo) que saiu na frente com a venda dos votos. Já estava definido o noivo. Entre as meninas a disputa ficou entre mim e uma amiguinha minha que morava na mesma rua que eu. Nós ficamos empatadas na venda dos votos. Para resolver o empasse a nossa professora chamou a mim e a minha amiga junto com nossas mães para decidir quem seria a noiva. E qual a maneira mais racional e justa para definir a vencedora? Par ou ímpar! Pois é, nossas mães tiraram par ou ímpar e eu perdi. Como prêmio de consolação eu fiquei com o papel da sogra. É claro que eu preferia ter sido a noiva, centro das atenções, vestir aquele lindo vestido branco todo vaporoso, ter todos os olhares voltados para mim... paciência. Mesmo assim foi muito bom. A nossa professora até montou um teatrinho com umas falas para eu representar bem meu papel de sogra na hora do casamento. Teve até passeio de charrete nos arredores da escola. Mas a dança era a parte que eu mais gostava. Engraçado que é comum as crianças menores chorarem e ficarem com medo ou vergonha de dançar, mas eu não. Sempre adorei dançar quadrilha. Outra parte muito importante da festa eram as barracas de brincadeiras, principalmente a da pescaria que era a minha preferida. Lembro que durante um bom tempo, na rua onde morava, tinha quermesse. Mal começava a festa lá íamos eu e meu pai para a barraca da pescaria. Eu voltava feliz da vida de lá e ele voltava carregado de quinquilharia. Ah! Não posso esquecer dos quitutes juninos: bolo de fubá, pé de moleque, cachorro quente, pipoca, quentão, maçã do amor e aí vai...Ai que coisa mais boa!

17 junho 2007

Jantar de sábado (também pode ser chamado de pecado da gula).

Sábado jantei no Pamphylia Ristorante (para você habitante deste estranho mundo chamado Curitiba, o restaurante fica na Avenida Batel). É um lugar bem frequentado tanto que tive que aguardar alguns minutos para desocupar uma mesa. O lugar é bem aconchegante e o serviço é muito bom. No cardápio : lasanhas, canelones, calzones, espaguetes, risotos, carnes, saladas, sopas... Eu comi um bife à parmegiana gigante (mas calma, não comi sozinha) acompanhado de um fetuccini (acho que é assim, ah...vocês sabem, macarrão de um formato específico). A entrada foi uma salada de folhas verdes, tomate e cenoura ralada com um molho muito bom. Vinho para acompanhar.

Depois de empanturrar a pança com tudo isso ainda tive a audácia de olhar o cardápio para escolher uma sobremesa e eis que me deparo com a palavra : profiterolis.








E é claro que não resisti e pedi o tal do profiterolis. Eis a prova do crime:


Mas o que é isso vocês vão me perguntar? Um cogumelo gigante sofrendo alguma reação química? Um disco voador danificado após uma colisão? Não!!! É o tal do profiterolis (não me perguntem por que o nome está no plural se ele é um só). Tá, pra ficar mais fácil vou tentar descrevê-lo: é uma massa doce assada, igual massa de carolina recheada (se você não sabe o que é uma carolina imagine uma bomba de chocolate, só que redonda), mas uma carolina gigante. Daí a massa é cortada ao meio e é recheada com uma mega bola de sorvete e pra completar é derramada muita, mas muita calda de chocolate por cima disso tudo. Pra eu continuar vivendo normalmente é melhor não pensar quantas mil calorias um profiterolis desse pode ter. Avaliação: muito bom!

O outro exagero gastronômico foi esse aqui:

Sorvete com morangos flambados. Mas calma! Esse aí não era meu, era do meu fiel escudeiro(embora, devo confessar, provei um pouquinho dos morangos).

Detalhe: pelo menos na parte do restaurante onde eu estava só tinha casais. Seria dia dos namorados atrasado?

13 junho 2007

Nascer do sol...


11 junho 2007

Manhã de segunda

Com esse céu a minha manhã de segunda ficou até menos chata.

03 junho 2007

Almoço de Sábado


Como no sábado de manhã tenho aula (ninguém merece...mas é necessário), sempre almoço no centro pois minha barriga recusa-se a esperar que eu chegue em casa. Ontem almocei no Nona Giovanna e aí vai minha dica gastronômica: o Nona fica na Rua São Francisco (se você morar em Curitiba vai ficar bem mais fácil localizar o lugar), mesma rua do Jokers. É um restaurante bem simples e quase imperceptível se você passar muito rápido, mas é muito bom. O nome já dá uma pista do cardápio : massas - vários tipos de lasanha. Mas o que mais sai é o bife à parmegiana. Tem individual e pra duas pessoas e vem : um big bife à parmegiana bem macio, arroz, feijão, maionese, fritas e salada. Eu sempre peço o individual e dá pra duas pessoas tranquilamente (desde que o seu acompanhante não seja um morto de fome). Como eu já disse o restaurante é bem simples (o que eu acho muito bom pois não gosto de frescura), o atendimento é muito bom (tanto que às vezes falta lugar) e o preço é bem em conta - o almoço mais uma jarra de suco de laranja saiu por R$ 14,00.


Bom apetite!




25 maio 2007

O caçador de pipas

Certamente você já deve ter visto ou ouvido falar deste livro. Já faz um certo tempo que ele permanece na prateleira dos mais vendidos e parece que isso ainda vai longe. A príncipio este romance não chamou minha atenção das vezes em que eu fui dar minha volta habitual pelas livrarias. Mas acontece que eu tinha que fazer uma resenha pra faculdade (minha primeira resenha) e tinha que escolher um dentre os livros indicados. Tentei "O processo" do Kafka - sufocante (embora, é claro, que vou lê-lo ainda) - e o "Retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde - cansativo no início (mas é claro que está na minha lista). Tinha também "Madame Bovary" do Gustave Flaubert - não sei se vou lê-lo um dia pois aqueles que fizeram a resenha deste livro fizeram o favor de contar o final. Então escolhi "O caçador de pipas". Li duas vezes e lá fui eu fazer a resenha. Como nunca tinha feito isso tentei buscar inspiração na Revista Entre Livros - ela tem uma boa sessão de resenhas - mas as coisas por lá só me confundiram, cada resenha era de um jeito. O jeito era eu fazer do meu jeito. Devo dizer que nisso o Umberto Eco me ajudou muito com os seus "Seis passeios pelos bosques da ficção" (nota : Umberto Eco escritor italiano que escreveu O nome da Rosa. Sim, foi um livro antes de virar filme com o James Bond, digo, com o Sean Connery no papel principal. Vocês não sabiam disso? Nem eu! Até o dia que a professora pôs o título desse livro na lista para as resenhas. ) Continuando, consegui fazer a resenha e entreguei. Só estava então aguardando a nota pra saber se eu já podia encerrar a minha ainda não iniciada carreira de crítica literária. A professora então devolveu as resenhas corrigidas e não é que eu tirei um nove! Não me perguntem como. Só dêem uma olhadinha na resenha e se acharem boa leiam o livro e se não acharem, leiam também, afinal o livro é muito bom.

O caçador de pipas – Khaled Hosseini

Tradução : Maria Helena Rouanet
Editora Nova Fronteira


Meninos correndo atrás de pipas coloridas. É através de cenas como essa que Khaled Hosseini nos mostra em seu livro de estréia, O caçador de pipas, que crianças serão sempre crianças em qualquer parte do mundo. Apesar da narrativa ter como pano de fundo a invasão do Afeganistão pelos russos e seu posterior domínio pelo Talibã , o que nos dá a impressão de que a realidade vivida pelas personagens em Cabul é muito distante da nossa realidade, Hosseini consegue passar aos seus leitores a sensação de que os fatos ocorridos durante a infância de Amir e Hassan poderiam acontecer a qualquer tempo e com qualquer pessoa. Mas não é só da amizade entre dois meninos que o livro trata. O tempo todo a história nos põe em contato com valores e sentimentos diversos : lealdade, confiança, coragem, poder, covardia, egoísmo.

O caçador de pipas é o primeiro romance desse médico afegão que, juntamente com sua família, refugiou-se nos Estados Unidos após a invasão do Afeganistão pelos russos. Não é difícil pensar no livro como uma autobiografia. Amir, o narrador, e Hosseini nasceram na mesma época, tinham uma boa situação financeira quando viviam em seu país e buscaram abrigo na América quando tiveram que fugir do regime comunista. O fato é que, sendo ou não uma autobiografia, a história consegue ser verdadeira e até mesmo emocionar.

Nos primeiros capítulos do livro o autor impõe um ritmo agradável à narrativa e a leitura chega a ser bem prazerosa. Mas isso não se mantêm durante toda a história. Principalmente nos capítulos finais, quando é mostrado um Afeganistão destruído por guerras, temos a mesma sensação que tem Amir, o narrador, quando volta à sua pátria após muitos anos longe de casa, parece que estamos entrando em um outro mundo.

Amir, o menino privilegiado, filho de um bem sucedido comerciante, causa inveja aos outros garotos quando chega à escola no Ford Mustang preto de seu pai. Ele, embora tenha tudo o que precisa, não tem tudo o que gostaria de ter. Falta-lhe a mãe, que nem chegou a conhecer, e um pai mais presente. Essa falta faz com que ele se revele uma personagem frágil e carente de confiança. Esses fatos talvez até justificassem sua tendência à covardia não fosse a comparação inevitável com Hassan, seu empregado.

Hassan teria bons motivos para se mostrar uma personagem tão frágil quanto Amir : pobre, abandonado pela mãe, e considerado inferior por ser um hazara, um membro da etnia discriminada no Afeganistão. Apesar disso Hassan era corajoso e totalmente devotado à Amir.

A história tem início em Dezembro de 2001 com Amir já adulto vivendo nos Estados Unidos. A primeira frase do livro faz uma alusão a um fato ocorrido no inverno de 1975 que teria mudado bruscamente a vida de Amir fazendo-o fugir de seu passado:

“ Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975.”

Durante os sete primeiros capítulos o narrador volta em torno de 28 anos no tempo, na época em que era apenas uma criança afegã, para narrar sua infância em Cabul. Em meio às brincadeiras e travessuras de Hassan e Amir vamos descobrindo pouco a pouco um Afeganistão bem diferente do que vemos hoje pela TV. O narrador sai de 2001 e volta à década de 70 quando Amir tem por volta de 10 a 12 anos de idade. A narrativa principal se mantêm entre os anos de 1973 até 1975 embora não exista uma seqüência clara de acontecimentos. É como se fosse uma grande colcha de retalhos. Os pedacinhos de lembrança vão vindo à mente do jovem Amir e vão sendo costurados uns aos outros. Em certos momentos a narrativa volta ainda mais no tempo para lembrar de cenas como o nascimento de Hassan ou até mesmo o casamento de Baba, pai de Amir. Embora sem uma ordem cronológica precisa o leitor em nenhum momento se sente perdido na narrativa. A impressão que se tem é que passamos junto com Amir e Hassan uma preguiçosa tarde de verão. Existem vários momentos divertidos como quando os meninos descobrem que seu grande ídolo do cinema, John Wayne, não falava farsi e não era iraniano. Existem também momentos tensos como aquele em que os garotos são ameaçados por Assef e seus colegas.

A narrativa é toda feita sob a perspectiva de um único personagem desta maneira não existe uma boa visão da diferença de classes daquela época e o que isso causava nos sentimentos das demais personagens. Como Amir era rico, filho de um pai que, embora acompanhasse algumas tradições, não levava a religião muito à sério, não há no livro uma visão aprofundada dos costumes afegãos.

Embora no princípio a história proporcione uma leitura leve, sem muitas descrições, detalhes ou conflitos psicológicos a todo momento o narrador deixa claro que algo ruim está para acontecer o que dá à trama uma crescente tensão que culmina com a agressão à Amir. A partir desse ponto a história perde a leveza e fica mais grave. O autor, nos sete primeiros capítulos vem pouco a pouco trabalhando com a delicada relação de Amir e Hassan e se não fosse desta maneira talvez o que aconteceu naquele dia de inverno de 1975 não tivesse um peso tão grande na narrativa. Hassan e Amir cresceram juntos, mamaram no mesmo peito, eram companheiros inseparáveis e a lealdade de Hassan era surpreendente. Mas mesmo assim Amir não considerava o empregado seu amigo. Na verdade existe aí um conflito entre o que a religião prega e os sentimentos cultivados desde o berço :

“Nada disso importa. Porque não é fácil superar a história. Tampouco a religião. Afinal de contas, eu era pashtun, e ele, hazara; eu era sunita, e ele, xiita, e nada conseguiria modificar isso. Nada.”

“Mas éramos duas crianças que tinham aprendido a engatinhar juntas, e não havia história, etnia, sociedade ou religião que pudesse alterar isso.”


Na primeira parte da história a narrativa vai até o ano de 1976. Após isso há um salto no tempo e vamos encontrar o narrador já com 18 anos em Março de 1981, fugindo com Baba para os Estados Unidos. Desse ponto em diante tem-se uma narrativa linear até alguns anos após a casamento de Amir com Soraya então tem-se um novo salto no tempo da narrativa até Junho de 2001, quando Amir recebe um telefonema do Paquistão.

A chegada de Amir aos Estados Unidos confere um novo ar à narrativa. Por incrível que pareça é na América e não no Afeganistão que o leitor tem um contato um pouco maior com a cultura afegã. Esse contato porém, não é muito estreito já que o autor não se preocupa em aprofundar as explicações acerca da tradição de seu povo. Isso é coerente uma vez que o narrador nunca manteve uma proximidade com os costumes de sua terra natal.

Hosseini por pelo menos duas vezes usa de um artifício muito interressante para “quebrar” o fluxo da narrativa num momento importante da história. A primeira interrupção acontece no dia do campeonato de pipas quando Amir está prestes a presenciar a cena que o acompanharia pelo resto da vida. A segunda é quando Amir, já adulto, volta ao Afeganistão e acaba sendo agredido. Nesses dois momentos o desenvolvimento normal da ação é interrompido para dar lugar às lembranças do narrador. Isso faz com que aumente a atenção do leitor e o sue interesse em saber o que aconteceu.

A narrativa fica tensa e pesada com a volta de Amir ao Afeganistão anos após sua partida. Nesse momento é apresentado um país totalmente destruído. Nem mesmo Amir consegue reconhecê-lo. O que acontece a partir desse ponto é uma aceleração da narrativa devido a um aumento cada vez maior da tensão:

“ – Bismillah! Bismillah! – exclamou ele, arregalando os olhos ao me ver. Passou meu braço pelos seus ombros e me levantou no colo. Sempre correndo, me levou para o furgão. Acho que gritei. Vi as suas sandálias golpeando o chão e batendo em seus calcanhares escuros e calejados. Respirar doía. Depois, lá estava eu olhando para o teto do Land Cruiser, deitado no banco de trás, naquele estofamento bege e rasgado, e ouvindo o “bip, bip, bip” indicando que as portas estavam abertas. Ouvi passos apressados em redor do carro. Farid e Sohrab trocando algumas palavras rapidamente. As portas batendo e o barulho do motor sendo ligado. O carro arrancou e senti uma mão pequenina na minha testa. Sohrab soluçava. Farid continuava repetindo ‘Bismillah! Bismillah!’. “

O caçador de pipas consegue manter a narrativa bem próxima à realidade. Não existem grandes reviravoltas, tais como o bandido que se transforma em mocinho no final, ou algo do gênero. O único senão está na maneira como Amir consegue salvar-se nos capítulos finais do livro mas nada que comprometa a história como um todo. O livro é um grande sucesso de público pois tem uma linguagem acessível; os fatos acontecem em sua maioria em um país do oriente médio o que parece ser uma tendência nos últimos dois anos e fala de sentimentos comuns a qualquer pessoa estando ou não no Afeganistão. Apesar da grande aceitação e de vários comentários favoráveis certamente O caçador de pipas não se tornará um clássico, mas, é um livro que merece atenção.

21 maio 2007

Os dias estão passando mais rápido?

Um dia você para, olha para o calendário e diz "Nossa! Já estamos em Maio! Mas ainda ontem era Janeiro!" Será que tem algum gatuno furtando as horas dos nossos dias, fazendo com que o mês se vá num piscar de olhos? E quando chega aquela famosa e já batida retrospectica de fim de ano você, incrédulo, percebe que aquela notícia bombástica que você jurava não ter mais que um mês de vida já ficou velha e foi passada para trás. O que será que acontece com o Tempo? será que a Terra se revoltou (mais) e resolveu girar mais rápido? Falta tempo pra tudo : estudar, trabalhar, passear, namorar, ser mãe, filha, irmã e principalmente dormir. Ah...dormir... Mas eu não posso me dar a esse luxo! Uma hora de sono a mais significa uma hora a menos que eu terei para tentar cumprir aquela lista interminável de tarefas a que eu me propus. Tudo bem que hoje realmente o mundo está mais acelerado, exigindo que você seja mais e mais rápido mas será que não é hora de pisar no freio? Nem que seja um pouquinho só. Sábado aconteceu uma coisa, digamos, engraçada. Eu tinha aula às oito da manhã então como sempre faço coloquei o celular para despertar às seis e quinze para dar tempo de me arrumar, tomar café, não ter que pagar ônibus muito lotado, etc. Pois bem, minha irmã esqueceu de desprogramar o celular dela e às vinte pras seis da madrugada de um sábado o tal celular me acordou. Felizmente consegui pegar no sono de novo só que daí cadê do meu celular despertar? Acordei às quinze pras sete (hora de estar quase saindo de casa) e aí já viu : troca de roupa, escova os dentes, arruma a bolsa e tenta engolir um potinho de iogurte tudo isso simultâneamente e em no máximo cinco minutos. Bom, consegui pegar o ônibus perto de casa e podia muito bem seguir com o mesmo até meu destino final mas daí vejo um outro ônibus que é mais rápido e vem aquela idéia brilhante "Vou descer aqui e pegar o outro ônibus que eu chego mais rápido". Resultado : o tal ônibus não era o que eu achava ser. Toca esperar o próximo ônibus. Pensei "paciência, já estou atrasada mesmo, agora vou bem sossegada". E assim fui. Consegui pegar outro ônibus vazio (coisa quase sobrenatural naquele horário) e cheguei na aula às oito em ponto.

Depois disso resolvi fazer as pazes com o Tempo : não adianta querer fazer com que ele se adapte à mim, eu é que tenho que me adaptar à ele, assim quem sabe paramos de brigar e ele colabora comigo.

20 maio 2007

Hora de dormir...

Eu ia escrever alguma coisa bem interessante mas como o sono bloqueia minha parte criativa e eu, pra variar, estou com sono só vou deixar registrado aqui meu agradecimento às duas mãozinhas que me ajudaram a dar uma roupinha mais "clean" pras Minhas Fabulosidades.

05 janeiro 2007

E lá se vão seis meses...

...e aqui estou eu retirando as teias de aranha. Tudo bem que tive alguma resistência por parte das aranhas pois elas alegaram usucapião mas agora está tudo resolvido. O que aconteceu nesse tempo de ausência? Bem, mudei de emprego, consegui passar na faculdade (que sufoco!), aconteceram as velhas comemorações da dobradinha Natal/Ano Novo e aqui estou eu em mais um ano.
Estava aqui pensando, será que todo esse clima ano-novo-vida-nova fez com que eu reaparecesse? Sabe como é, retomar velhos projetos, criar novas metas, fazer promessas (parar de fumar, emagrecer, pagar as contas...), isso já tão grudado na idéia de um novo ano, é como se fosse um kit completo e sem nos darmos conta lá estamos nós, pulando onda, enfiando lentilha goela abaixo e separando semente de uva. Bom, até que elaborar uma listinha de coisas a serem feitas é uma boa tática para tentar organizar esta bagunça que chamamos de vida. Mas é claro que essas coisas têm que ser alcançáveis, nao vale escrever lá : ítem 1 - paz mundial, ou qualquer outra coisa do gênero. Se alguém coloca algo não muito palpável ou difícil de alcançar provavelmente vai começar a desanimar lá pelo meio do ano (ou antes até) e quando chegar em dezembro nem lembra o que prometeu. Eu prometo não prometer nada. Não vou nem prometer aparecer mais por aqui, vai ficar assim de surpresa. Quem sabe assim as coisas não andam?

27 agosto 2006

Vamos aprender dança do ventre?

Nossa!!! Faz tempo que eu não apareço por aqui! Resolvi escrever um pouquinho pro meu blog não se sentir abandonado (tá, agora falei igual à Anita, vulgo Ana). Deixa eu lembrar dos últimos acontecimentos...Ah! sim! Sábado da semana passada fui a um churrasco com o pessoal que conheço do Orkut. Tudibão!!! Tinha até narguile. E por falar em narguile, sexta à noite fui no Baba Salim. Na verdade já tinha ido lá outras duas vezes quando tive a oportunidade de ser introduzida ao maravilhoso mundo dos narguiles (o de maçã é o que mais tem saída, porém não deixem de experimentar o de melão também) mas nunca tinha tido a oportunidade de assistir à apresentação de dança do ventre. Simplesmente muito boa! Aliás, tudo ali é muito bom. Na primeira dança a bailarina se apresentou com uma espécie de espada, tipo aqueles do desenho do Aladim. Vou dizer uma coisa, que habilidade! Estou freguesa já, do lugar. É um ambiente bem aconchegante mas, principalmente de terça e sexta, que são os dias da apresentação, é bom ligar reservando mesa pois o lugar é bem pequeno. O mais legal é que durante a dança a bailarina vai tirando a platéia pra dançar. Tem uns que já são de casa e dançam muito bem, já outros...não sabem o que fazer. Dessa vez eu escapei mas acho que não deve ser tão traumatizante assim, treinarei um pouco em casa. E a comida! Bom, não provei, ainda, nenhum daqueles pratos com nomes esquisitos mas digo uma coisa : não deixem de experimentar a pizza de lá, sem comparação.
Estou cada vez mais apaixonada pela cultura desses povos do oriente. São pessoas que valorizam suas origens e suas tradições mesmo morando tão longe de suas terras. Queria que os brasileiros fossem assim também. Deu-me até uma inveja pois tentei lembrar se aqui na minha família, aqui onde moro, ou onde nasci, existe isso, comida, dança ou costumes trazidos dos meus ancestrais e infelizmente não consegui achar nada assim, tão marcante. Bom, é claro que devem existir tradições e costumes, tipicamente brasileiros (ah, lembrei agora da feijoada e da caipirinha) mas o problema é que está plantado em nós a idéia de que tudo que vem de fora é melhor e se for escrito em inglês, melhor ainda. Nossas tradições vão sendo pouco a pouco deixadas de lado e acabam não sendo passadas adiante, o que é uma pena.

18 agosto 2006

Chuva!!!


Devia ser umas quatro da manhã quando fui acordada pelo o chamado de alguém que não conseguia dormir por ter assistido um filme perturbador. Depois de aconselhar : "volte a dormir, foi só um filme" havia perdido um pouco do sono e de repente escuto um barulho vindo lá de fora. Barulho conhecido, pensei, parece trovão, não, não pode ser, aqui não chove a...muito tempo que nem sei quanto. Mas sim, era a chegada da chuva, depois de dois minutos comecei a ouvir os primeiros pingos. Ufa! Já estava na hora.

16 agosto 2006

Voto nulo

Por que eu vou votar nulo? Primeiro, para quê serve o voto? Serve para eu expressar a minha vontade. Através do voto em um determinado candidato eu estou concordando (ou deveria ser assim) com as idéias e a filosofia não só do candidato em questão como também do partido. E quando nenhum partido mostra-se, e isso já vem de décadas, confiável? O candidato pode até parecer correto mas infelizmente um prefeito, governador, presidente e todos os demais não governam sozinhos. Ah, sim! Eles também não roubam sozinhos. Sendo assim eu não tenho nenhum partido ou candidato confiável então não votarei em ninguém. Muitas pessoas dizem, se você anular seu voto vai estar favorecendo este ou aquele ou anular não vai adiantar, vote em um que você ache "melhorzinho". Ao anular meu voto eu não estou seguindo esse ou aquele movimento (mas é bom saber que mais pessoas pensam como eu), estou simplesmente exercendo meu direito e mostrando a minha vontade. Não tem ninguém que eu ache capaz e confiável de estar à frente de um cargo público então vou demosntrar isso através do meu voto. Se numa futura eleição surgir alguém que faça por merecer, ele terá meu voto.

15 agosto 2006

O CAVALO E O PORCO

Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava uma determinada raça. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: - Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado! No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse: - Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três. No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: - Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse: - Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Você venceu, Campeão! Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: - Milagre! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa..."Vamos matar o porco!"


Recebi esse texto por e-mail. Até tinha uma moral mas esqueci qual era. De qualquer forma gostei da historinha mas acho que o porco não.